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Dom Afonso Henriques

As tropas de D. Afonso Henriques e as de D. Teresa e Fernão Peres defrontaram-se em São Mamede, no dia de S. João Baptista de 1128, com a vitória do infante. Quem venceu em S. Mamede não foi apenas Afonso Henriques, mas também os barões portugueses que rejeitam a autoridade dos Travas no condado e escolhem o infante para seu chefe.

As circunstâncias transformaram-se em revolta contra os Travas num movimento irreversível, que explica, mais do que qualquer outro acontecimento, as razões dos fenómenos da independência do Condado Portucalense.

Afonso Henriques tomou então a sua autoridade com todo o vigor, usando desde logo os títulos de “infante” ou de “príncipe” e nunca o de “conde” e fazendo referência a Portugal, como “infante de Portugal” ou “dos Portugueses”.

Em 1131, D. Afonso Henriques transferiu a capital do Condado Portucalense de Guimarães para Coimbra. Assim distancia-se da nobreza senhorial do Norte, a quem devia o Poder, mas de que não podia depender. Esta independência só é possível porque Afonso Henriques conta agora com cavaleiros vilãos do centro do País, onde se juntam cavaleiros nobres que não podiam herdar. Em Coimbra o rei inicia uma relação nova com a nobreza, mas também com os cavaleiros não nobres dos concelhos , onde não tinha penetrado o regime senhorial.

No mesmo ano, D. Afonso Henriques fundou  e protegeu o Mosteiro de Santa Cruz, que se tornou o centro de apoio cultural da corte, assim como o pólo religioso mais activo do país.

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